Jornada LaudaPro
Uma boa redação começa antes da primeira linha.
Transforme intenção em método. Estude os critérios, planeje seus argumentos e acompanhe sua evolução.
Área do aluno
Digite o e-mail que você usou na compra. Enviamos um código de 6 dígitos — você não precisa de senha.
Falta um passo
Mandamos um código de 6 dígitos para . Ele vale por 1 hora.
Não chegou? Confira a caixa de spam ou a aba de promoções.
Jornada LaudaPro
Transforme intenção em método. Estude os critérios, planeje seus argumentos e acompanhe sua evolução.
Progresso geral
Próximo passo
Construa uma tese clara e escolha argumentos que realmente sustentem seu ponto de vista.
Iniciar módulo →Pratique com uma proposta autoral e conclua com uma autoavaliação orientada.
Ver proposta →Escreva sua primeira redação para desbloquear esta conquista.
Ver conquistas →Módulo 01 · Fundamentos
O projeto de texto é o planejamento que organiza a tese, os argumentos e a ordem em que cada ideia será apresentada. Ele não precisa aparecer como um esquema formal na versão definitiva, mas deve ser percebido na lógica do texto.
Na redação do Enem, o avaliador precisa enxergar que você compreendeu o tema, selecionou argumentos relevantes e construiu uma progressão. Em outras palavras: o texto deve parecer planejado, não uma sequência de pensamentos soltos.
Uma redação consistente não acumula boas frases: ela conduz o leitor por uma linha de raciocínio.
Antes de começar a introdução, responda: qual problema vou discutir, qual posição vou defender e quais dois caminhos provam essa posição?
Evite tratar apenas do assunto geral. Se o tema fala em "desafios para combater a desinformação", o foco não é apenas internet, redes sociais ou juventude, mas os obstáculos para enfrentar esse problema no Brasil.
A tese precisa mostrar uma leitura própria do problema. Ela pode apontar causas, consequências ou fatores que mantêm o quadro discutido.
Escolha argumentos diferentes entre si. Dois parágrafos que dizem a mesma coisa com palavras novas enfraquecem o projeto.
O tema é a proposta dada pela prova. A tese é a sua resposta ao problema. Um bom projeto de texto nasce quando essas duas peças ficam conectadas.
O enunciado apenas repete uma percepção geral. Ele não indica por que o problema existe, quais dimensões serão discutidas nem qual direção o texto seguirá.
A frase apresenta posição e já anuncia dois eixos de desenvolvimento: formação do usuário e atuação das plataformas.
Um argumento não é apenas uma informação interessante. Ele precisa explicar por que sua tese faz sentido. Para isso, cada parágrafo de desenvolvimento deve apresentar ideia central, repertório ou exemplo, explicação e retomada do ponto de vista.
O erro mais comum é citar um repertório e abandoná-lo. A citação só tem valor quando você mostra como ela ajuda a entender o tema.
Depois de escrever um parágrafo, pergunte: se eu retirar o repertório, minha explicação continua clara? Se sim, talvez ele esteja decorativo. Se não, ele provavelmente está integrado ao argumento.
Desafios para combater a desinformação no Brasil.
O problema persiste pela baixa educação midiática e pela responsabilização insuficiente das plataformas.
A dificuldade de verificar fontes amplia a circulação de conteúdos enganosos.
Os mecanismos de recomendação favorecem conteúdos com alto potencial de engajamento.
O Ministério da Educação, em parceria com escolas e plataformas, pode desenvolver programas de educação midiática com oficinas práticas de checagem de fontes.
Transformar o texto em uma lista de problemas sem explicar a ligação entre eles e sem retomar a tese nos desenvolvimentos.
Quando a introdução apenas afirma que o tema é importante, preocupante ou recorrente.
Quando os dois desenvolvimentos defendem a mesma ideia com exemplos diferentes.
Quando a referência aparece como enfeite e não participa da explicação.
Quando a proposta de intervenção resolve um problema diferente daquele discutido.
Exercício rápido
Escolha um dos 20 simulados, abra o editor e preencha apenas os quatro campos do planejamento: tese, argumento 1, argumento 2 e intervenção. Depois volte ao texto e confira se cada parágrafo nasce de uma dessas decisões.
Módulo 02 · Competência II
Antes de demonstrar repertório, argumentação ou coesão, a redação precisa responder ao tema proposto. A Competência II observa se o participante compreendeu a proposta, respeitou o tipo dissertativo-argumentativo e usou conhecimentos de forma produtiva.
Não basta falar sobre o assunto geral. É preciso enfrentar exatamente o problema formulado pela proposta.
O assunto amplo é o campo geral de discussão. O tema é o recorte específico que a prova exige. Confundir os dois é uma das formas mais comuns de perder força na Competência II.
Se sua redação pudesse servir para muitos temas parecidos, ela provavelmente está genérica demais. Um bom texto carrega as palavras centrais da proposta ao longo da argumentação.
A fuga ocorre quando o texto desenvolve outro tema. O tangenciamento acontece quando o texto toca apenas parte da proposta ou permanece no assunto amplo, sem enfrentar o recorte pedido.
O texto até conversa com tecnologia, mas abandona o problema central. Fala de outro eixo e não responde ao comando da proposta.
O texto toca o assunto, mas não discute os obstáculos, causas ou caminhos de enfrentamento. Fica na constatação.
A resposta enfrenta os desafios, aponta dois fatores e cria um caminho claro para a argumentação.
A frase prepara uma intervenção coerente com os argumentos que serão desenvolvidos.
O tangenciamento não penaliza só a Competência II: pela matriz do Inep, ele limita a nota a, no máximo, 40 de 200 pontos nas Competências II, III e V ao mesmo tempo. Já a fuga total ao tema zera a redação inteira.
Caminhos para ampliar a inclusão digital no Brasil.
Quais obstáculos limitam o acesso pleno da população brasileira ao mundo digital?
A inclusão digital é limitada pela desigualdade de infraestrutura e pela ausência de letramento tecnológico.
Na Competência II, repertório produtivo é aquele que se relaciona claramente ao tema e ajuda a aprofundar a análise. Uma referência famosa, mas genérica, pode parecer sofisticada e ainda assim não cumprir função argumentativa.
Esse início pode ser usado para quase qualquer tema. Sem conexão específica, vira repertório de bolso.
A referência conversa diretamente com o combate à desinformação e fortalece a análise.
Exercício do módulo 02
Considere o tema: “Caminhos para ampliar a inclusão digital no Brasil”.
Módulo 03 · Competência II
Repertório é o conhecimento que você mobiliza para aprofundar a discussão do tema. Ele pode vir da história, da literatura, da sociologia, da geografia, da ciência, da legislação, das artes, de dados públicos ou de experiências sociais reconhecíveis.
Mas o repertório só fortalece a redação quando está conectado ao tema e ao argumento. Uma referência famosa, solta no texto, não prova nada por si mesma.
Repertório bom não é o mais difícil. É o que ajuda o leitor a entender melhor o problema discutido.
Use fatos históricos, políticas públicas, movimentos sociais e transformações culturais para explicar a origem ou permanência de um problema.
Constituição, Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Brasileira de Inclusão e outros marcos podem mostrar que uma questão envolve direitos.
Pesquisas, conceitos científicos e dados de instituições confiáveis ajudam a sustentar análises sem depender de opinião vaga.
Livros, filmes, músicas e obras visuais podem funcionar quando representam o problema de forma específica e interpretada.
Desigualdades regionais, urbanização, mobilidade e meio ambiente ajudam a explicar problemas brasileiros concretos.
Conceitos devem iluminar a análise. Não basta citar um autor: explique como a ideia dele se aplica ao tema.
Para funcionar, o repertório precisa cumprir uma sequência simples: apresentar a referência, explicar seu sentido, conectar ao tema e mostrar como ela sustenta a tese.
A referência aparece, mas a relação não é explicada. O leitor precisa adivinhar como o conceito sustenta o argumento.
A ideia é interpretada e conectada ao tema. Mesmo assim, o texto ainda precisaria desenvolver a análise com cuidado.
Repertório de bolso é uma referência memorizada para caber em qualquer tema. Ele costuma aparecer na introdução com frases amplas sobre sociedade, governo, utopia, modernidade ou desigualdade, mas sem ligação precisa com o recorte da proposta.
Se a mesma frase funcionaria para saúde mental, mobilidade urbana e leitura, ela está genérica demais.
Citar nome de autor, obra ou lei sem interpretar seu sentido cria uma referência vazia.
Quando a referência aparece no começo e desaparece da análise, ela não participa do raciocínio.
Repertório não é ponto de vista. A tese precisa ser sua resposta ao problema.
Para a banca, um repertório só funciona quando é legítimo (fonte reconhecida — uma lei, obra, dado ou fato histórico), pertinente (conversa com o recorte do tema) e produtivo (é interpretado e mobilizado para sustentar a tese, não só citado). Faltando qualquer um dos três, vira repertório de bolso — como Platão ou Aristóteles citados sem conexão real com o tema, em qualquer parte do texto. O problema não é o autor: é a falta de articulação.
Depois de escrever a referência, complete mentalmente: “isso mostra que...”. Se você não consegue terminar a frase falando do tema, o repertório provavelmente está solto.
Use este banco como ponto de partida, não como texto pronto. O valor está em adaptar a referência ao tema específico.
Exercício do módulo 03
Considere o tema: “Caminhos para ampliar a inclusão digital no Brasil”.
Laboratório de escrita
Pratique em condições próximas às da prova e preserve cada tentativa no seu histórico local.
Simulado
Salvo localmente
Sua jornada
Consistência transforma conhecimento em repertório de escrita.
Marcos da jornada
Seus textos
Backup local
Como a primeira versão salva progresso e redações neste navegador, exporte um backup antes de trocar de aparelho ou limpar os dados.